PASCOM


A PASTORAL 

A PASCOM, sempre buscando aperfeiçoar seu objetivo maior que é EVANGELIZAR ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO, dá boas vindas ao novo site da paróquia N.Senhora Auxiliadora. Este possibilitará um espaço maior para a divulgação do seu conteúdo.

Entendemos que o site é uma maneira de compartilhar e divulgar as boas práticas das capelas, movimentos e pastorais com todos os paroquianos. Além de levar a palavra de Deus onde a Igreja física não alcança, a todos os cantos do mundo. Estamos em sintonia com as mensagens do nosso Papa Francisco, buscando uma "Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro."

Participe com a sua colaboração para manter nosso site com conteúdo de formação e informação estimulante, interessante e atualizado. Envie sugestões de pauta, fotos e relato dos eventos de sua pastoral, grupo e movimentos. Informações e sugestões: pascomaux@gmail.com

Pedimos que Nossa Senhora Auxiliadora e São João Bosco abençoem nossa vida e a nossa missão de comunicar a Palavra de Deus.

Informe sobre o uso de imagens - PASCOM

Encontro de Comunicadores: Educar para a Comunicação

21/10/2017T
estemunhar a fé no ambiente digital. Este é um dos maiores desafios da Igreja Católica frente às novas tecnologias e tema de análise constante, na Arquidiocese de Niterói. E para discutir o assunto e partilhar conhecimento, agentes de pastorais, religiosos e sacerdotes se encontraram na Livraria Paulinas, neste sábado, dia 21, no Encontro Regional para Comunicadores Regional Leste 1.

Com o tema Educar para a Comunicação: testemunhando a fé no ambiente digital, o encontro contou com a fala da doutora em Comunicação e Irmã Paulina, Helena Corazza, e o publicitário sócio da agência Hesed Comunicação, Filipi Peclat. Também participaram o Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Francisco Resende, o Bispo-Auxiliar Dom Luiz Antônio Ricci, o coordenador do Setor de Comunicação (SECOM) da Arquidiocese, Padre Ricardo Mota e o coordenador da PasCom Regional Leste 1, o jornalista Adielson Agrelos.

Dom José Francisco, Vice-presidente do Regional Leste 1 e Arcebispo Metropolitano de Niterói, abriu o encontro, com a Oração do Espírito Santo e a Ave-Maria. O Arcebispo utilizou uma passagem do Livro do Deuteronômio, dela destacando: “devemos deixar-nos educar pelo Senhor”. Dom José Francisco lembrou ainda que “Ser justo é ser fiel a Deus, que proporciona liberdade e vida para todos.” E concluiu: “Essa é nossa vocação, nos deixarmos educar pelo Senhor Jesus.”

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS 

Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 28 de maio.

“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo. 
Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

 A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo», podemos ser «testemunhas» e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra» (cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

     Vaticano, 24 de janeiro


COMUNICADORES DEBATEM O AVANÇO DA NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS 

Os membros da Pascom e os profissionais de comunicação, das Dioceses que compõem o Conselho Episcopal Regional Leste 1, participaram no sábado, dia 22 de outubro, do Encontro de Comunicadores e Pascom do Estado do Rio de Janeiro.

O tema escolhido para este ano foi o Avanço da Notícia nas Redes Sociais e a Comunicação Eclesial. O evento teve como palestrantes Dom José Francisco (Vice-presidente do Conselho e Arcebispo de Niterói), Flavio Fachel (TV Globo), Arthur Willian (UNIGRANRIO) e o Diácono Nélio do Amparo (Rádio Catedral e Rádio Anunciadora).

À mesa de debates, abordaram diferentes temas. Dom José Francisco abriu o evento falando sobre como comunicar a Misericórdia. Flavio Fachel, apresentador do Bom Dia Rio (TV Globo), falou sobre o cuidado com as informações disparadas nas Redes Sociais.

Arthur Willian, professor da UNIGRANRIO, falou sobre como, com responsabilidade, os comunicadores e os membros da Pascom podem atingir o maior número de visualizações. O Diácono Nélio do Amparo, voluntário do Setor de Comunicação, falou sobre a importância de comunicarmos a Boa Nova, inclusive em Rede Social pessoal.

                                                                                                                                                      Por João Dias. Fotos: Thiago Maia


AGENTES DA PASCOM PARTICIPAM DE ENCONTRO DE FORMAÇÃO

Mais de 100 agentes da PASCOM Arquidiocesana, dos 6 Vicariatos, participaram, no dia 20 de fevereiro, na Paróquia de São Lourenço, do Encontro de Formação Arquidiocesana Pastoral da Comunicação (Pascom). Foi um dia de formação e troca de experiências, entre os profissionais da área e os agentes da Pascom, que atuam junto aos Vicariatos.

Ao longo do dia, os agentes adquiriram alguns conhecimentos teóricos sobre a Pastoral, e qual a melhor forma de utilizar as inovações tecnológicas. Na abertura, o Diácono Nélio do Amparo rezou, em conjunto com os agentes, a Oração do Comunicador.

A primeira palestra foi proferida pelo Padre Ricardo Mota, responsável pela Pastoral, que explicou o que é a PASCOM. Em seguida, o Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, destacou a Espiritualidade do comunicador, utilizando a carta do Papa Francisco para o 50º dia Mundial da Comunicação.

Após as palestras, os agentes foram divididos por Vicariatos, para discutirem os temas apresentados. Depois do almoço, foi a vez de conhecer um pouco mais sobre o Capítulo 10 do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, o Documento 99 da CNBB. Em seguida, o Diácono Nélio do Amparo, falou sobre os desafios do comunicador.
Às 15 horas, teve início o programa Niterói, na rádio Catedral FM, com transmissão direta do encontro. Dom José Francisco, que esteve presente durante todo o evento, recitou o Terço da Divina Misericórdia.

Foram apresentados os manuais de arte visual e de redação, da Arquidiocese, que estarão disponíveis para download, a partir de segunda-feira, dia 22 de fevereiro. Finalizando, os agentes da Pascom selecionaram os dias de reunião de cada Vicariato.

Dom José Francisco encerrou o evento, com a oração do Pai Nosso e a Ave Maria. Após a bênção, foi feita a foto oficial. Houve também um sorteio de brindes para os agentes, realizado pelo Diácono Nélio do Amparo. Contamos ainda com a presença dos Vigários Episcopais: Padre Cássio (Vicariato Oceânico) e Padre Elmir (Vicariato Lagos), e do Padre Daniel Raj (Paróquia Nossa Senhora do Amparo de Tanguá).

Por João Dias, Arquidiocese de Niterói. Foto: Bete Iane


SETOR DE COMUNICAÇÃO APRESENTA MANUAL DE REDAÇÃO

Hoje, dia 22 de fevereiro, foi disponibilizado para download o Manual de Redação do Setor de Comunicação (SECOM) da Arquidiocese de Niterói. A publicação reúne uma série de normas que devem orientar os colaboradores do Setor durante a redação para o jornal Niterói Católico, sites, e outros textos. Para ter acesso ao Manual, basta clicar em “Arquivo”, no menu superior, e depois em “Download”.

Nesta primeira edição, apresentamos um conjunto de regras e procedimentos técnicos que deverão ser utilizados por todos os colaboradores, a fim de padronizar a comunicação dos veículos da Arquidiocese de Niterói. Também foi inserido um glossário, que contém as palavras mais utilizadas nas publicações do setor, com seus respectivos significados.

Em nosso Manual, reunimos um conjunto de normas seguidas pela imprensa brasileira, ultrapassando a fronteira do papel para o mundo virtual. Além da consulta aos principais manuais de redação da imprensa, também nos guiamos pelo Manual de Redação da Presidência da República.

Por João Dias. Arte: Thiago Maia

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS 

«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»

Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.

Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das acções da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.

Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).

É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direcção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (…) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.

Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objectivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.

Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.

Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.

Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.
Franciscus

CONFRATERNIZAÇÃO

Imbuídos do verdadeiro sentido do Natal como a grande festa da alegria, a Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora em Niterói/RJ, realizou sua confraternização no sábado (21/11) com membros que fazem parte do grupo no whatsapp composto por representantes de diversas pastorais da paróquia. Os membros da pastoral tiveram num primeiro momento a oportunidade de elevarem a Deus na Missa sua missão cumprida neste ano de 2015, bem como renovarem o anseio de servirem a esta Igreja particular no ano vindouro. Com a participação de todos os presentes foi um momento de unidade, com muita reflexão, oração e diversão! 

A pascom convidou os jovens da paróquia que estão se organizando para ir à JMJ 2016 para prepararem o buffet, que foi feito com muito carinho (e estava uma delícia). A remuneração será somada ao movimento de arrecadação para a viagem do grupo à Cracóvia na Polônia! Em rede somos mais fortes! A Pascom criou este grupo no whatsapp com representantes de cada pastoral da paróquia em 2014 e hoje tem 40 membros, entre os participantes encontram-se Padre, Irmãs, Coroinha, Diácono e representantes das pastorais, grupos e movimentos

CULTURA E COMUNICAÇÃO A PARTIR DO EVANGELHO

Caros irmãos

Em um ambiente cristão e salesiano, a compreensão da corresponsabilidade de assumir a dimensão comunicativa como parte integrante do ser humano e do seu testemunho, é um grande desafio. Uma premissa que se deve ressaltar é que uma cultur a de comunicação vai além da transmissão de conteúdos e da produção de informação. Ela é uma vivência, e está inserida no projeto educativo e pastoral. 

Dentro da visão da Igreja (e também salesiana), a “comunicação profissional” é valiosa vocação, que tem uma verdadeira missão social. Sua necessidade no contexto salesiano é imprescindível. Mas esse princípio deixa claro que a geração de uma cultura de comunicação, de um ambiente comunicativo, não depende estritamente de uma pessoa ou de um grupo. Estes podem até assessorar ou facilitar processos. Mas o comprometimento é exigido de toda comunidade. A responsabilidade é coletiva, é de todos. Não é uma tarefa que se delegue.
Tanto em documentos dos Salesianos de Dom Bosco (SDB) quanto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), a comunicação é entendida como uma dimensão humana e, assim sendo, todos nós somos comunicadores, embora não sejamos todos profissionais de comunicação. E aqui não desmerecemos a importância destes, muito pelo contrário. 

Jesus, nosso modelo

Jesus, nosso grande modelo de comunicador, não o é simplesmente por seu dom da oratória, mas pelo próprio mistério da encarnação: “Por meio da sua encarnação, Ele se tornou semelhante àqueles que receberiam sua mensagem, expressa por suas palavras e por todo seu estilo de vida” (Comunio et Progressio, n.11).

Podemos usar aqui a figura do caminho de Emaús (Lc 24, 14-35), passagem bíblica muito conhecida, porém pouco refletida a partir da ótica comunicativa. 
Jesus, ao aproximar-se dos discípulos que não o reconheceram, primeiro perguntou, escutou, depois caminhou junto com eles, dialogou, explicou as escrituras... por fim, o chamaram para ficar com eles, e na partilha do pão, na comunhão, eles o reconheceram. Em nenhum momento Jesus disse quem era. Seu testemunho, seu “ser Jesus” com gestos, atitudes e palavras, o revelou.
Assim, evangelizar não é o mesmo que fazer propaganda do Evangelho, não é simplesmente emitir ou transmitir mensagens. Aqui a dimensão testemunhal é a verdadeira forma de comunicação da Boa Nova. É caminhando junto, partilhando vida e missão, que Cristo se revela para nós e nós revelamos Cristo aos outros.

Ecossistemas

Padre Filiberto Gonzalez, conselheiro geral para a Comunicação salesiana, afirmou no Prefácio da segunda edição do Sistema Salesiano de Comunicação Social (SSCS): “A casa onde se ama e se é amado como em família, o pátio onde é possível alegrar-se e difundir a vida com os amigos, a escola onde se educa a mente a fim de ser produtivos e construtores de uma sociedade mais justa, a paróquia onde se celebra Deus como fim último da vida, são as melhores expressões de um ecossistema onde as pessoas comunicam mais por aquilo que são do que por aquilo que dizem.”

Aqui, ele adianta o uso da palavra “ecossistema”, melhor explicada no referido documento algumas páginas depois (SSCS, p.15): “Hoje se usa uma metáfora mais eficaz: fala-se de ‘ecossistema’. A qualidade da comunicação num determinado contexto somente pode ser garantida por uma pluralidade de fatores que interagem reciprocamente. Resulta que cada pessoa, mas também cada organismo, somente comunica de forma eficaz se houver coerência entre a sua mensagem intencional e as mensagens que ela envia ‘por meio do que faz e do que é’”. Ao partir desta perspectiva, os produtos de comunicação internos e externos, seus sucessos ou fracassos, serão consequências.

Dom Bosco

Dentro dessa dinâmica e desse conceito de ecossistemas comunicativos e da comunicação como “fazer comunidade”, Umberto Eco, um teórico italiano reconhecido, em um de seus artigos atribuiu a Dom Bosco o mérito de uma ‘grande revolução’ no campo da comunicação. E segundo ele, o santo fundador dos Salesianos propôs com o oratório “um novo modo de estar juntos” (SSCS, p. 16).
Perceba-se que o que ele enfatizou em Dom Bosco de revolucionário não foi seu poder de escrita ou suas homilias, mas a sua imaginação sociológica, sua sensibilidade para a realidade do seu tempo e sua dimensão dialogal e participativa, a utilização do lúdico e da arte, a percepção da necessidade de novos modos de agregação.

Aqui estavam as raízes do sistema preventivo, e podemos acrescentar que sua significatividade e eficácia estão vinculadas à experiência educativa e espiritual de Dom Bosco, à sua força testemunhal e coerência entre o ser e o dizer.

Por definição, um ambiente salesiano, seguindo a visão de Dom Bosco e a evangélica, seria favorecedor da criação e/ou fortalecimento de uma cultura da comunicação. Um novo desafio que surge é que hoje a internet também é um destes ambientes, onde também se deve promover uma cultura da comunicação a partir do Evangelho; onde também deveremos ser sinais e portadores do amor de Deus.

COMISSÃO DA CNBB DISPONIBILIZA O LIVRETO PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

O 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais propõe como tema "Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. O evento será celebrado no dia 17 de maio, domingo que antecede Pentecostes.

A mensagem do Papa Francisco para esta celebração está em consonância com a Assembleia Ordinária do Sínodo sobre a Família, que acontecerá em outubro próximo. 
“Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade”, escreveu o papa Francisco na mensagem.

Subsídio para vivência

Buscando auxiliar os regionais, dioceses e paróquias na vivência e celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prepara, todos os anos, um subsídio com orientações e sugestões de atividades. Foram impressos 16 mil livretos. O material traz a mensagem do papa Francisco, reflexão sobre o tema, sugestões para comemorar a data e motivações da celebração eucarística.
“É desejo do Santo Padre que o Dia Mundial para as Comunicações seja celebrado em todas as Igrejas de forma participativa, reflexiva e celebrativa, para que cada vez mais os cristãos desenvolvam uma consciência crítica frente aos meios e processos de comunicação”, explica o arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

Articulação nas dioceses

O material é enviado às coordenações e lideranças da Pastoral da Comunicação (Pascom), responsáveis por articular e animar a comunicação nas igrejas locais. A Comissão orienta, também, o estudo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que traz pistas de ação.
O subsídio está disponível <aqui>
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